Sexta-feira 07:22 da manha, eta preguica para trabalhar!!! Ontem a noite fui num churrasco que tinha bife de fígado (detesto) e língua de boi (destesto mais ainda). Saldo final: comi uma prataiada total de arroz e muita Fanta Laranja.
Na quarta-feira a noite fui num restaurante indiano e adivinha quem estava la? Um rato! Indo em direção ao banheiro. Já nem me assustei mais, aliás sao presenças constantes na minha vida!! No domingo anterior fui ao almoçar num hotel bom daqui, quem estava la? Ele novamente! Só uma pergunta: vocês teriam coragem de visitar a cozinha destes lugares? Eu não.
Hoje pela manhã quente da Zambahia me deparo com ela, novamente de chapelão e com um modelito de Mortícia Adams: uma roupa de tela preta e o batom branco se perfazendo!!
Uma outra particularidade desta terra: tem mulheres aqui que andam com o pente agarrado no cabelo. Vamos fazer uma enquete. Será por quê?
Estou mesmo batendo carteirinha no VIP!! Aliás foi a vez mais legal, além do “Estranho no ninho” is in the house fiz amizade com um zambiano muito legal, Rhino que sabe algumas palavras em português!!
Além disso dancei ate o chão e foi com a Clair, praticamente a Mulher Melancia, diria até a Mulher Planeta Terra, muito grande. Dançamos a “Dança da Bunda Colada”, bem tradicional por aqui. Tinha horas em que eu desequilibrava pelo movimento forte da comissão de trás da Clair e tinha horas em que eu parecia estar de patins, pois ela realmente me dava bundadas com total velocidade!!
Depois tocou uma música e todo mundo começou a fazer os mesmos passinhos e eu l no meio. Sabe que eu não tava descoordenado? Isso tudo terminou às 4 da manha!
Mais um dia de chá de cadeira, mas com o visto resolvido…ufa!!!
Viagem tranquila, fita K7 de baladas angolanas, mas muitos cachorros mortos na rua… Nunca vi tanto cahorro morto! Corre a teoria aqui que todo cão zambiano é suicida, eles localizam um carro e já vão correndo na direção! O Batom, um cão que mora num dos flats aqui, é totalmente suicida mas está vivo, com toda graça de Deus!
Ontem mais uma noite emocionante sem energia, somado ao domingo de 6h da manhã às 17h sem energia. Já viram que foi super emocionante meu domingo! Muita literatura…leitura incontrolavel da biografia de Amy Winehouse!
Ontem, na volta para casa, passamos num fornecedor para comprar uns filtros. Acreditam que um dos funcionários estava raspando o pé? Sério, fazendo queijo ralado… Me perguntei “aqui é um salao de manicure ou uma loja??”
Nome do caminhao de auto-escola daki…KIMOTO KAGAKU…bem sugestivo né???!!!
Minha amiga zambiana trocou o cabelo novamente, agora ela está com os cabelos lisos, tirou o rasta. Foram duas trocas em uma semana, falei com ela que qualquer dia não saberei quem ela é.
O ultimo comentário: o inferno existe…Venha visitar a rodoviária daqui…meu Deus!
Mais um dia na Zambahia repleto de trabalho e possíveis emoções no fim de semana. Por enquanto só tem um churrasco na casa que eu moro para comemorar a colocação do telhado do terraço. Aqui a gente fica tão doido a ponto de comemorar qualquer evento, amar Zorra Total e sofrer a cada capítulo perdido da Donatella. Aliás vivemos em Chingola mas sabe que aqui tem Stand up Comedy, aquele espetáculo de comédia em pé do Brasil? Detalhe, o outdoor do espetáculo só foi colocado uma semana depois que ele aconteceu! Porque será??? Não me pergunte…
Agora tenho que falar de UMA LINDA MULHER (melhor que a Julia Roberts)…a mulher dos labios brancos. Nesta manha de sábado, no vento empoeirado de Chingola eis que surge ela com um chapelão listrado de branco e azul e uma blusa de laranja. Literalmente combinação completa, sua boca carnuda brilhava como a lua… totalmente branca!! O seu olhar penetrante pedia a música de Rosanna (Como uma deusa)! Êta beleza zambiana!!!
Hoje parece que tem restaurante indiano!! Sabe até que eu estou até curtindo!!! Meus Deus, o que tá acontecendo comigo? Medo de mim!
Pela primeira vez na história dos brasileiros em Zâmbia meu visto foi negado! Eles alegaram que qualquer zambiano aqui pode realizar minha função, então passei sentado na imigração segunda-feira de 8 da manhã às 4 da tarde e terça-feira de 8 da manhã até 1 da tarde para não resolver tudo. Vou ter que voltar lá na sexta para fechar a trilogia e sair feliz da vida com o visto.
Logo que cheguei na imigração sentei ao lado de uma garota com cabelos longos. À medida que o tempo passava e o chá de cadeira aumentava, uma coisa diminuía: ela ia arrancando o aplique fora e quando fui ver tinha uma trouxa de cabelos em cima do banco e ela sem cabelo nenhum, igual à Pina (aquela mulher que sambava e que o Príncipe Charles se apaixonou no Brasil. Não sabe… joga no google!! Hehehe).
Quando entrei na sala e fui sentar no sofá ele parecia razoável mas ele não tinha recheio, no que sentei afundei e bati no chão. Lógico que todo mundo riu, inclusive eu. Tava precisando rir naquele momento! A mulher da imigração parecia a mãe do Eddie Murphy no Professor Aloprado…
Ontem voltando para o escritório, o guarda parou nosso carro e nos pediu nosso uniforme para guardar como uma lembrança nossa. Disse para gente tirar e colocar outra camisa e falamos com ele que não tinhamos outra camisa, então ele pediu que quando voltássemos lá era para levar uma camisa para ele… Que simpatico né? Com certeza estaremos lá!!
Infelizmente não fui ao rally, mas tenho emoções do fim de semana que logo contarei.
Toda vez no caminho para o trabalho a gente passa por uma mulher bem negra mas com batom branco. Ela muda tudo, troca o cabelo (aqui as mulheres velhas ou novas usam peruca direto), a roupa, a bolsa (quanto a isso não tenho certeza!), mas o batom “boca pagando de gatinha sedutora” não muda. Parece que ela vive em sintonia com aquela música da Marina Lima (trilha sonora dela): “Meu amor se você for embora, sabe lá o que será de mim…”, com muito vento e poeira e ao som de carro com motores duvidosos. Quando a gente passa de carro ela paralisa com seus lábios brancos e olhar penetrante. Eu acho que ela tá me querendo!!! Hehehehehe!!
Hoje tem aniversário do filho de um dos brazucas com direito a churrasco. Só faltou a música do Martinho da Vila: “Se é pra sambar entra na roda…”
E no domingo tudo indica que tem rally, vamos esperar né???
Mais uma palavra aprendida em nihanja: to cheio de mavuto (problema) para resolver!
Acho que tenho planos, não nada de VIP. Aliás VIP para mim agora só a revista do Brasil que sempre alguém que vem daí traz. Devo ir a um rally que vai ter aqui em Zâmbia, dizem que é legal, vamos ver no que dá.
Esse fim de semana vai ser também de destruir toda possiblidade de ratos da casa, estou determinado a resolver isso logo, chega de emoções do tipo, aliás sou cardíaco!
Nunca imaginei que assistir a Donatella seria tão emocionante, sabe que conto os minutos para a novela começar? Acho que já estou ficando doido. Dizem que aqui todo mundo fica meio doido, até Ciranda de Pedra eu tô assistindo e acho ótimo. Todo mundo senta a bunda na sala de casa hoje para ver o último capítulo dessa novela e contar pra mim, pois o último capitulo passa segunda e aqui falta energia toda segunda…
Ontem, acostumado aos constantes perrengues da Zambahia, cheguei em casa – que eles chamam Castelo de Grawscon (sinceramente não sei como escreve o nome do castelo do He-Man, mas a casa é grande por isso chamam de castelo) – e fui tomar meu banho. Um dos moradores me disse: “A luz do banheiro queimou”. O teto é muito alto, praticamente a Ana Hickman, tem que subir em duas escadas rolantes do Barra Shopping para alcançar o bocal e trocar a lâmpada. Exageros à parte, tomei banho a luz de velas e não é nada romântico, mas pelo menos a água desta vez estava quente. A vantagem é que no banho às escuras você não vê a cor da água, às vezes parece que foi batida no liquidificador com pedras de carvão!! Aí meu amigo que matou o rato disse: “Você tá fazendo algum despacho? Qual sua religião? Por quê tanta vela??” A lâmpada não estava queimada nada, só fui descobrir isso quando acabou meu banho. Mas depois me recuperei ao assistir a Donatella!!
Bom gente, depois venho com o plantão fim de semana!
Ontem o supermercado cansou, primeira semana do mes, semana de pagamento. A maior concentração por milímetro quadrado de pessoas insanas querendo gastar. Fui com o angolano,dessa vez escutamos uma fita de salsa do Congo. Sabe que era legal? Também, depois da fita anterior toda música seria relaxante!
Antes da parada no supermercado o angolano me levou pra conhecer a esposa dele que vende sorvete. Claro que ganhei um sorvete 0800, a gente fica feliz né!! So que o sorvete parece que tinha sido retirado antes do tempo que deveria, logo a baunilha com morango, estava com um gosto de massa de bolo crua. E não era um pote, era uma jarra de sorvete! Tive q comer tudo pagando de gatinho satisfeito, mas eu tava com calor, deu uma refrescada!
Voltando ao supermercado, o desespero era tão grande que as pessoas se jogavam nas prateleiras, estava faltando várias coisas, pois aqui nem tudo é fácil de achar! Ontem comprei biscoito Bauducco e Parati, do Brazuca, nunca me deliciei tanto um biscoito do nosso Brasil. Êta saudade!
O ápice do supermercado foi na fila, aliás como o Paul é angolano e fala português de Portugal, fila para ele é bicha, como se fala la em Portugal. Então, continuando, o ápice foi na bicha para pagar. Uma mulher com o cabelo com todo tipo de aplique e badulaques na cabeça. Fui simplesmente avisar para ela que estava saindo sangue da carne que ela comprou (na verdade estava sujando meu carrinho, ja que estávamos igual saco de café fechado a vácuo e qualquer movimento, repercutia na outra pessoa). Quando falei com ela, só me respondeu assim: “So…what???”. Seria tipo “E o kiko?”. Me fechei na minha inteira insignificância do momento e não abri mais a boca. Não quis criar um mavuto (problema en nihanja, outro dialeto daqui, ainda tenho mais 70 para aprender)!!
Mas posso considerar que o dia foi bem tranquilo, acho que a adaptação está acontecendo. Aliás estou na Zambahia, a terra onde tudo mesmo pode acontecer!!
Mais um dia na Zambahia, eta q bom!!! Depois de descansar os ouvidos dos gemidos pertubadores do Zezé di Camargo e de mais um dia sem energia e Donatella à noite, estou com um monte de pepinos zambianos para resolver. Hoje ainda tenho um treinamento de um sistema que eles usam aqui, chama-se PASTEL. Bem sugestivo o nome ne?
O dia também reserva uma grande emoção: dia de fazer compras e início do mês. Vocês imaginam como deve estar o único supermercado da cidade? Quem vai me levar para fazer as compras é o angolano com a fita do Zezé, medo total.
Esqueci de falar, conversei bastante com uma moça lá da recepção e sabe qual o nome dela?? Puta Nanja, muito doido, quase perguntei se ela tem filhos!!! Hehehehehehehe!!
O dono do porco-cão vai ao Brasil em fevereiro, ele nasceu aqui mas a mãe dele que já faleceu era de Recife, ele quer conhecer onde ela nasceu!
Eu vou mandar as fotos, só tenho que ver como manda e ter um tempinho, sou meio fraco para tecnologia mas assim que der mando. Não tirei muitas fotos, pois como disse, aqui eles não simpatizam muito com máquina, a não ser que a gente pague para tirar foto e eu nao posso nem ficar falido e nem ser espancado, mas tiro algumas fotos estilo paparazzi.
Hoje às 06:30 da manhã estava eu arrumado para o não almejado porem imposto exame médico zambiano. Tudo começa pela distância, era em outra cidade. Fomos eu, um angolano (q fala o português da Vaca que Ri) e um zambiano: Mulenga! O angolano tentando me agradar diz: “Tem música brasileira aqui”. Eu pagando de simpático falei “Que legal, coloca para eu escutar”. Era uma fita cassete do Zeze di Camargo & Luciano, um pouco mascada (a fita era velha). A melhor música, vocês lembram daquela “Pare. Até quando voce quer mandar…”. Nem pensei em cortar os pulsos, já pensei direto em provocar um acidente trágico para ninguém sobreviver. Resumo: escutamos a fita uma vez e meia!!
Ja o exame é terrivel: começa com um exame de urina num potinho não recomendável, passando por exames de tórax, vista (que por sinal, apesar do alto grau de miopia, fui muito bem), pressão, dentre outros. Em torno de 300 zambianos e eu no meio. Quando fui ser transferido para outra sala de exame o médico simplesmente me puxou pela mão e fomos nós dois passeando de mãos dadas pelos corredores (como falei para vocês aqui é costume).
Às 10:30 (depois do termino dos exames, duração quase do filme “E o vento levou…”) voltamos para o escritório e o carro do angolano foi parado na blitz por problemas de documentação. Já imaginam minha felicidade e a solaca na capota que não enfrentei. Agora estou com bronze blitz zambiana!!